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Rede Teatro da Floresta
Esta rede se insere na fronteira entre a cena teatral e a cena hipermidiática por uma Biopolítica entre artistas/articuladores da Amazônia
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jeibson ribeiro postou um status8 agosto 2012 às 20:00 a 8 setembro 2012 às 20:00 – Praça Brasil
3JoãoDiabo1: Um Último Conto de Cordel é um projeto de espetáculo de rua que ganhou o Prêmio PROEX de Arte e Cultura 2010. Esse projeto começou somente com uma ideia vinda da cabeça de uma única pess…
Organizado por Patricia de Lima Grigoletto | Tipo: apresentação, teatral
1 setembro 2012 a 1 maio 2013 – TEATRO PLÁCIDO DE CASTRO E PRAÇAS DE RIO BRANCO
Será realizado na cidade de Rio Branco de 21 a 29 de janeiro de 2011 o VI FESTAC - Festival de Teatro do Acre de Caráter nacional, com programação de teatro de Rua e Caixa Cênica. Informações pelo Te…
Organizado por Lenine | Tipo: festival, nacional, de, teatro
Como faço para participar de uma peço teatral organizada pela Floresta???Continuar
Iniciado por Elaine. Última resposta de Elaine 23 Abr.
O espaço A DEIXA (final da coluna central desta Rede) está aberto para a missão de contribuir na conceituação e junção de informações que justifiquem o CUSTO AMAZÔNICO perante o Brasil.Dá uma olhada! Tem uns links lá para iniciar a conversa.Continuar
Iniciado por Paulo Ricardo Nascimento 19 Set, 2011.
Repassando a mensagem:Parceiros e colaboradores:Desde o dia 28 de julho está no ar a Revista Terreiro Contemporâneo, estamos contentes com o visual, o conteúdo e as visitas. tudo sem apoio nem divulgação.Estamos inscrevendo em vários lugares e…Continuar
Iniciado por Wilton Montenegro 17 Ago, 2011.
O Ponto de Cultura Amazônia Arte-Mythos apresenta dia31/07/2011 ASSEMBLÉIA DAS ÁRVORES às 18:00 horas no Teatro Jorge Bonates. Entrada franca! O espetáculo foi ganhador do Prêmio Miriam Munyz 2008 da Funarte. FICHA TÉCNICAASSEMBLEIA DAS…Continuar
Iniciado por Associação Amazônia Arte 27 Jul, 2011.
Teatreiros do Pará que estão nesta REDE,O Fórum Livre Permanente de Teatro elaborou uma proposta de Plano Estadual de Teatro. Este Plano deverá compor o Plano Estadual de Cultura, que regerá as políticas públicas estaduais para os diversos setores…Continuar
Iniciado por Paulo Ricardo Nascimento 9 Mar, 2011.
Fazedores de teatro de Belém,Fórum Livre Permanente de Teatro do Pará propõe uma nova discussão para uma proposta de Ações e de Políticas Públicas para as atividades teatrais da Cidade de Belém, para reelaborar ou referendar o que se materializou em…Continuar
Iniciado por Paulo Ricardo Nascimento 9 Mar, 2011.
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A Rede Teatro d@ Floresta está sob os auspícios da Escola de Teatro e Dança, sub-unidade do Instituto de Ciências da Arte - ICA - da Universidade Federal do Pará
Na Etdufpa esta Rede é viabilizada via Projeto de Extensão coordenado pela Profa. Dra. Wladilene de Sousa Lima (Wlad Lima), membro e sub-líder do PACA - Pesquisadores em Artes Cênicas na Amazônia, grupo de pesquisa credenciado pelo CnPq e diretamente responsável por esta ação em rede.
Para maiores contatos com esta Rede, acionar:






O OBSERVATÓRIO DO TEATRO NA WEB foi um Projeto de Extensão da ETDUFPA e agora está sendo incorporado a Rede Teatro da Floresta, em primeiro lugar, como um experimento livre com abordagens metodológicas aplicadas sobre escriituras hipermidiáticas de artistas da cena e por fim, como mais um dispositivo de interaçao entre os membros dessa rede.
Nessa postagem o BLOG EM DESTAQUE É:
Procurei fora de mim há muito tempo, na infância de meus dias... descobri que não está fora de mim, e sim bem lá dentro de mim.
Havia uma portinha, “para crianças passarem”, pensava eu. Depois de grande, apenas do lado de fora... eu via a mesma portinha no mesmo lugar erguida. “adultos não passam aí”, pensava eu. Mas a curiosidade que move as descobertas e peraltices dos infantes (mesmo aqueles que nunca crescem), fez com que eu acumulasse diversas chavinhas ao longo da vida. A segunda delas, aos seis anos de idade eu a encontrei para logo em seguida perdê-la.
No dia em que eu vi pela primeira vez o mar (que na verdade era mar de rio, um marzão de água doce), encontrei nas areias uma chavinha muito linda e dourada, simbolicamente seria uma das chaves da minha vida, que uma criança de apenas seis anos encontrara e brincava por entre os dedos. Achei-a tão lindinha. Brinquei metade do dia com ela, apenas na areia. Tive medo de mergulhar e deixa-la sobre a praia e de repente outra criança carregá-la dali de minhas vistas... mas eu queria mergulhar..., então pensei se eu colocasse a chavinha dentro de meu biquíni, os tecidos a deixariam a salvo das águas. Mergulhei!
De volta à praia, procurei minha chavinha. Não estava mais nos tecidos de meu biquíni. Fiquei triste, e entendi naquele momento no meio do nada – pois para mim em minha tenra compreensão, só havia eu; o mar; o céu; o vento; a areia; e meus pensamentos (e isso tudo se constituía meu universo. Meu irmão mais velho brincava com meu primo. Estavam afastados de mim tanto na idade das brincadeiras, quanto na imaginação; e meus pais biológicos e tios estavam enfiados em seus próprios universos sem se preocuparem com as crianças na areia da praia). Naquele instante precocemente solitário, entendi que tudo é passageiro, ilusório... que não temos certeza de muita coisa: ao mesmo tempo que a Vida nos dá, ela leva de volta. Ficamos apenas com nossas convicções e escolhas.
A sensação foi de vazio... De impotência diante de uma Vontade Invisível que rege todas as coisas. Então, lembrei-me de uma história que minha avó me contava: de uma moça de vestes azul e branca feita das espumas do mar, uma moça que às vezes virava sereia... então eu achei que ela havia ficado com minha chavinha, pois eu mergulhei em sua praia sem pedir licença. Aí, eu olhei bem para as ondas, e fiquei assim durante uns vinte minutos pensando sobre o que aquela moça bonita que morava nas águas faria com minha chavinha. “Que portinha será que ela vai abrir com aquela chave tão pequenina?” Quem me tirou dessa meditação foi um menino de minha idade que veio me chamar para brincar com ele. Seu nome era Michael. Ele estava em companhia dos avós maternos, que o monitoravam de perto sentadinhos na areia, bem em nossa direção.
Lembro-me bem desse episódio, e daquela chavinha tão bonitinha que as águas da praia engoliram. E desde então, eu realmente nunca mais me apeguei a nada, pois sabia que a qualquer momento, sem aviso prévio, as coisas e as pessoas podem nos deixar. Assim como aconteceu com meu amiguinho Michael que foi embora com os avós e eu fiquei o resto do dia brincando sozinha na areia. Ainda me lembro de seu rosto contrariado, dando-me um aceno, querendo ficar mais um pouquinho. Essa foi minha segunda chave. A primeira chave veio-me aos cinco anos e meio.
Sim! Sempre fui muito precoce... e já nasci imersa ao caos... Meus pais biológicos não sabiam lidar comigo. Eu era uma criança agitada, muito arteira, inteligente, observadora, calculista e estrategista... (confesso, às vezes eu era um diabrete...), não exatamente respondona, mas gostava de me inteirar sobre as coisas e gerir minhas ações conforme meus próprios pensamentos. Infelizmente as coisas eram de domínio dos adultos, e uma frase maligna e imoral que meu pai biológico sempre me dizia “isso não é de sua conta...”, dava-me vontade de voar no pescoço dele e puxar sua língua pra fora até ele pedir-me desculpas... ele não me respeitava, portanto não merecia o meu respeito também. Mesmo assim, contive-me inúmeras vezes.
Sua fala mal-educada me deixava claro que o fato de eu ser criança, aos olhos dos adultos eu seria incapaz de compreender aquele mundo louco deles. E quando eu detonava minhas impressões sobre as coisas, (para minha idade muitos pensamentos, ações e até mesmo comentários os deixavam perplexos, pois parecia que uma criança de apenas cinco anos era ainda mais madura do que eles...). Respondiam-me com severidade, medo e o pior de tudo, com violência. Apanhei muito em minha infância. Sobretudo de minha genitora. Na atualidade tal comportamento dela se ajustaria na conduta de espancamento... não havia diálogo, apenas cinturão e fivela... beliscões; tapas; coques; xingamentos, empurrões e palavrões. Minha mãe biológica foi muito perversa comigo em muitos momentos. Isso me entristecia bastante, pois não compreendia o porquê. A chave disso me veio aos sete anos... então, me libertei da culpa, pois percebi que não era eu, era ela. Depois eu narro quando a quarta chave me veio às mãos.
Então, eu tinha exatos cinco anos e meio quando decidi ir embora pra casa sozinha saindo da escola onde eu cursava meu tão desinteressante Jardim da Infância! Quem ia me apanhar normalmente era meu genitor, e ele sempre chegava atrasado. Todas as crianças já tinham ido embora com suas mães, e eu ficava sentada na escadaria olhando o prédio sendo deixado às escuras e trancado. E igualmente o céu ia escurecendo e abandonando sua alegria. Era horrível presenciar aquele ritual de abandono. O pior de tudo mesmo, era ver nos olhos de minha professorinha adorável, Srta. Graça Barroso (tia Graça para mim), o transtorno que era para ela ficar esperando alguém vir me pegar. Ela estava cansada de um dia inteiro de trabalho e ainda tinha que me fazer sentir uma criança amada e protegida, (mas por quem exatamente?, era o que ela não conseguia me esclarecer). Eu me enchi daquilo!
Um belo final de tarde... era uma quinta-feira, eu decidi ir embora sozinha pra casa. Andei os cinco quarteirões sozinha e confiante. Atravessei os três sinais de trânsito; fui curtindo a paisagem... acertei o endereço de casa. Realmente fiquei muito feliz com essa façanha. À porta de casa abri um sorrisão para eles, e não entendi quando me veio o primeiro safanão! “é pra você nunca mais vir sozinha pra casa... é perigoso”, disseram. “Perigoso é conviver com eles...”, eu pensava. Poxa, e eu achando que eles iam me dar os parabéns por eu ter conseguido chegar sozinha em casa sem ajuda de ninguém!
Chorei de revolta! Não exatamente pela surra. Passou uma semana mais ou menos, então mudei de estratégia. Pedi a mãe de uma coleguinha para me deixar acompanha-la, pois a casa dela ficava a dois quarteirões e meio de onde eu morava, então não seria “perigoso demais para mim...” (pensei). Cheguei em casa novamente sozinha, e não foi diferente. Eu via nos olhos de meus pais biológicos o assombro que eu causei. Daquele tamanho eu já tinha muito bem resolvido a compreensão de liberdade e já era bem independente. Desde esse dia, meu genitor me vigiava como se eu fosse uma criminosa ou uma louca varrida... fui crescendo cada vez mais revoltada com essa autoridade sem explicações, e sem abertura para diálogos.
Foi aí, aos cinco anos e meio de idade, que começou minha conduta em busca de minha liberdade de expressão. Esse traço se manteve ao longo de minha história de vida, na minha Arte, sobretudo, em meu fazer teatral. Liberdade de escolher a linguagem, a linha de pesquisa, de experimentar esse ou aquele caminho. Nunca concordei em alguém decidindo as coisas por mim. Desde nova eu já vinha me afirmando. Eu já sabia o que eu queria e como eu queria. O que eu arquitetava, seja uma brincadeira de faz de conta, ou outra coisa qualquer. Precisava apenas das chaves, que meus genitores me negaram desde o dia em que eu nasci. Mas a vida generosamente e também brutalmente se encarregava de largar-me as mãos.
Isso se refletiu no meu fazer teatral, não gosto de falar em cena, não fui treinada para isso nem na vida. Aprendi a me expressar de outras formas. Mas graças ao Teatro outras chaves de mim mesma estão me chegando, de maneira tão rápida que tenho receio de não as utilizar todas em tempo hábil. É impressionante como tudo se constrói na tenra infância. Está tudo lá: o sucesso ou o fracasso de alguém na vida adulta. Graças a Deus, eu tive três anjos da guarda que me fortaleceram ao máximo para não me deixar arrastar pelos percalços, e pelos meus primeiros e mais difíceis inimigos (meus próprios pais biológicos), nem acredito que sobrevivi àquele campo de guerra. É triste dizer isso, mas minha história não é ficção nem fantasia, foi uma vida dura e cruel. E que agora já consigo falar sobre.
Em minhas brincadeiras de faz-de-conta, eu já realizava alguns exercícios teatrais de percepção e observação que só fui ligar depois de muitos anos, quando de fato adentrei nesse campo de compreensão. E é engraçado perceber isso, pois quando se nasce com um dom, ou um Destino para algo, não importa o tempo que se retarde... achamos o caminho dessa estrada, e chegam em nossas mãos todas as chaves das quais precisamos. Às vezes elas são uma palavra, um livro, uma foto, um filme, ou uma pessoa.
Esse escrito é o inicio de minhas “Memórias” e são fatos intrinsecamente relacionados ao meu oficio de atriz. Decidi escrever antes de eu desaparecer desse mundo. E junto dessas memórias também virão coisas que descobri sobre a percepção do artista, que talvez sirva para alguém que começa a pisar nesse território de teatro... não há nada mais assustador e libertador do que conhecer-se a si mesmo. O Teatro é uma ferramenta fabulosa.
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(continua...)
Katiuscia de Sá
24/ 02/ 2012
2:53 a.m.

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